IEB0250 – Estado e Cultura no Brasil: políticas para as artes
2ª feira | das 19h às 22hA disciplina aborda diversos momentos históricos em que o Estado brasileiro constituiu modelos de políticas culturais com vistas a promover tipos específicos de criação artística. Nesse sentido, pretende-se debater os vínculos entre a produção cultural e o imaginário nacional, promovendo a reflexão sobre a especificidade das relações entre cultura e poder no Brasil. Visa-se compreender a interação entre elites sociais e políticas e grupos de artistas, por meio da análise das encomendas, dos projetos culturais e dos estilos institucionalmente preponderantes em momentos particulares da história do país. A partir do debate sobre a aplicabilidade e os limites das proposições teóricas e metodológicas estabelecidas pela sociologia da cultura, pretende-se compreender as construções culturais como produtos de complexas interações entre artistas, grupos de artistas e elites sociais e políticas, cristalizadas por meio de instituições culturais e discursos estéticos, que são assim tomados como práticas culturais contextualizadas.
Programa
1. Instituições culturais no Brasil pós-Independência;
2. O Primeiro Reinado e a institucionalização das práticas acadêmicas;
3. O Segundo Reinado e a construção do Romantismo como discurso nacional no Brasil
4. A pintura de paisagem e a pintura de história no Brasil: representações da nação “oficiais”?;
5. A Primeira República brasileira e a III República francesa: diálogos e
dissonâncias na importação de modelos durante a Belle Époque no Brasil;
6. Vanguardas nacionais e modelos internacionais: Modernismo(s), relações
de mecenato e distinção;
7. Intelectuais, artistas e elites dirigentes entre 1930 e 1945;
8. A oficialização do Modernismo na Era Vargas;
9. O SPHAN e a institucionalização do patrimônio brasileiro;
10. Encomendas públicas e consagração dos modernistas: as gestões J. K.;
11. Artistas e Estado nos anos 1960: o mercado dos bens simbólicos.
Professores


