IEB 5034 – Intérpretes do Brasil: Como Pensar o Brasil Hoje?

Prof. Dr. Alexandre de Freitas Barbosa e Prof. Dr. Jaime Tadeu Oliva

Início em: 30/08/2018

5º feira | 19h00 às 23h00

Local: Auditório 02 –IEB

 

A partir da reflexão sobre o cânone produzido em torno dos chamados “intérpretes do Brasil”, mapear em que medida as “interpretações do Brasil” e a ideia de uma “unidade Brasil” têm se mostrado relevantes para se pensar o país hoje, cuja realidade é marcada pela nova importância adquirida pelos contextos locais e regionais e os supranacionais, e também pela crescente relevância adquirida por diversos agentes na produção da realidade social e cultural contemporânea. Para tanto, as reflexões sobre as experiências brasileiras serão invocadas a partir da sua complexidade, utilizando como principio metodológico o enfoque interdisciplinar, a fim de mobilizar o diálogo e as intersecções entre as várias disciplinas das humanidades e artes que trabalham com objeto/sujeito “Brasil”. O caminho definido é o de apresentar um conjunto de eixos temáticos que possibilitem o mapeamento dos debates abertos pelos autores (as) classificados como “intérpretes do Brasil”, pertencentes a diversas gerações de pensadores. Uma proposta assim concebida permite que a cada edição do curso, sejam utilizados novos (as) intérpretes do Brasil, de modo a trabalhar novos olhares e perspectivas analíticas.

 

Conteúdo:

  1. Apresentação. Interpretar o Brasil: a constituição de um cânone e a interdisciplinaridade
  2. O Brasil pensado pela literatura: final do século XIX
  3. Mário de Andrade e a cultura brasileira
  4. Visões estratégicas do Brasil: o papel do Estado
  5. Os anos 1930 e as grandes narrativas sobre o Brasil: Caio Prado, Gilberto Freyre e Sergio Buarque de Holanda
  6. Posições em disputa: Economia e interpretações do Brasil
  7. Florestan Fernandes e Milton Santos: visões de Brasil a partir da Sociologia e da Geografia
  8. O Brasil interpretado a partir da Arte e da Música
  9. Gênero e/ou raça como marcadores da diferença nos discursos sobre a nação
  10. Os intérpretes marginais e as “contra-interpretações do Brasil”
  11. Os grupos indígenas e as “interpretações do Brasil”: Darcy Ribeiro, Eduardo Viveiros de Castro e Manuela Carneiro da Cunha
  12. Existe um Brasil a ser interpretado?

 

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