Defesa de Dissertação de Mestrado de Raquel Conceição de Souza

No dia 04 de setembro de 2026, às 10h00min, será realizada a Defesa de Dissertação de Mestrado da pós-graduanda Raquel Conceição de Souza, sob a orientação da Prof. Dr. Inês Cordeiro Gouveia, intitulada: “Permita que eu fale: o processo participativo na construção do Museu da Cultura Hip Hop – RS”

Resumo: Esta pesquisa analisa as formas de participação coletiva para a criação e implementação do Museu da Cultura Hip-Hop RS. O espaço abriu as portas para o público em 2023, mas para esse evento diversos projetos, pesquisas e aproximações com o território foram realizadas. Três delas foram selecionadas para análise: a Pesquisa Histórica do Museu da Cultura Hip-Hop no Rio Grande do Sul, o projeto Na Estrada e a Pesquisa de Vizinhança. Esses projetos contaram com diversas etapas, e muitas pessoas atuaram na sua idealização e execução: apesar das suas diferenças quanto à implementação dos projetos, os objetivos e ferramentas adotados para alcançá-los foram confluentes. Ou seja, buscaram promover maior conexão com a comunidade e artistas do movimento Hip-Hop por meio da participação coletiva. Tratando-se de um espaço que representa um movimento político e cultural que historicamente foi marginalizado, o Museu proporciona um local de voz e reconhecimento das vivências da sua comunidade e se torna uma ação política, assim como mantêm o seu funcionamento para reconhecimento e externalização dessas memórias. Para analisar os projetos que originaram o Museu e os seus resultados, a metodologia utilizada neste trabalho é qualitativa e se divide em: i) entrevistas semiestruturadas, com foco no envolvimento do pesquisador com o público em sua rotina diária (Spink, 2008); ii) análise de conteúdo dos depoimentos coletados (Bardin, 2011). Na parte teórica no campo dos movimentos sociais e formas de participação, utiliza-se como referência a produção dos seguintes autores: Maria da Glória Gohn (2008), Alberto Melucci (1989), e André Gunder Frank e Marta Fuentes (1989). No campo da memória, as referências teóricas do diálogo se deram principalmente com Soraia Ansara (2008), Stuart Hall (2003), Leda Maria Martins (2021) e Joel Candau (2011). Por meio dessas bases teóricas e das análises dos projetos selecionados, a pesquisa evidencia novas formas de praticar e engajar a participação coletiva, mesmo com públicos diversos para o mesmo objetivo, além de nos apresentar como a memória pode ser útil para proporcionar esse processo de aproximação e promover o pertencimento comunitário.

Onde: Sala 7, 2º andar do IEB