Acervos do mês – Dezembro

Os “Acervos do mês de dezembro” também possuem sua versão ampliada em podcast que você pode ouvir aqui.

Referência: Retrato de Anita Malfatti
Arquivo IEB – USP, Fundo Anita Malfatti, código de referência: AM-10.01.0033

Anita Malfatti
São Paulo – SP, nasceu em 02/12/1889

Artista plástica, Anita Catarina Malfatti iniciou sua formação artística na Alemanha, entre 1910 e 1914, encaminhando-se para a Arte Moderna e preocupando-se de início com o estudo da cor. Em 1914, realizou sua primeira exposição individual em São Paulo. Estudou em Nova Iorque de 1915 a 1916, produzindo desenhos, pinturas e gravuras de nítida tendência expressionista. Sua exposição em São Paulo, de 1917, tornou-se um marco na História da Arte Brasileira. Participou da Semana de Arte Moderna de 1922 com a maior representação individual. Com bolsa do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo, permaneceu em Paris de 1923 a 1928, participando dos Salões dos Independentes, do Outono e das Tuileries e realizando uma individual em 1926. De volta a São Paulo, trabalhou no ensino do desenho e na organização de várias exposições coletivas. Participou do Salão Revolucionário de 1931, das atividades da Sociedade Pró Arte Moderna e dos primeiros Salões Paulistas de Belas Artes. Integrou-se à Família Artística Paulista, expondo nas três coletivas do grupo (1937, 1939 e 1940). Em 1949, o Museu de Arte de São Paulo realizou a primeira retrospectiva de sua obra. É considerada a pioneira do Modernismo Brasileiro.

Fundo Anita Malfatti
Catálogo disponível para consulta do Arquivo aqui.

Presente também nos fundos e coleções:
Antonio Candido (Arquivo), Aracy Abreu Amaral (Arquivo), Aracy de Carvalho Guimarães Rosa (Arquivo), Carlos Alberto Passos (Arquivo), Casa da Criança de Olinda – Giuseppe Bacaro (Arquivo), Coleção Geral (Biblioteca), Emilie Chamie (Arquivo), Fundo IEB (Arquivo), Gilda de Mello e Souza (Arquivo), Mário de Andrade (Arquivo e Coleção de Artes Visuais), Marta Rossetti Batista (Arquivo e Biblioteca), Theon Spanudis (Arquivo), Waldisa Russio (Arquivo), Xilógrafos do Juazeiro – Geová Sobreira (Arquivo) e Yolanda Mohalyi (Arquivo).

Se interessou e gostaria de saber mais?
Escute a série do Podcast do IEB “O diário de Anita Malfatti de 1914”, por Carlos Pires (parte 1 aqui, parte 2 aqui e parte 3 aqui) e o episódio 56: “A amizade entre Anita Malfatti e Mário de Andrade”, por Denise de Almeida, Elisabete Marin Ribas e Paulo Jose de Moura, disponível aqui.
Leia também o artigo “Os cadernos de Anita Malfatti no IEB” de autoria de Roberta Valin e Carlos Pires, publicado na Revista do IEB, disponível aqui. Também na Revista do IEB tem as resenhas “Anita Malfatti no tempo e no espaço”, por Domingos Tadeu Chiarelli, disponível aqui e “Anita Malfatti de Marta Rossetti Batista”, por Julio Roberto Katinsky, disponível aqui e a documentação “Centenário de Nascimento de Anita Malfatti (2 dez. 1889 – 6 nov. 1964)”, por Marta Rossetti Batista, disponível aqui.

Yan de Almeida Prado
Rio Claro – SP, nasceu em 08/12/1898

Colecionador e escritor, João Fernando de Almeida Prado, conhecido como Yan de Almeida Prado, era descendente de tradicional família paulista e possuía diversos interesses, dentre os quais podemos mencionar as artes plásticas, a literatura e a enologia. Na década de 1930, os estudos historiográficos ocuparam o centro de suas atividades, resultando na publicação de importantes obras historiográficas e duas literárias, entre as quais “Primeiros povoadores do Brasil” (1935), “Tomas Ender” (1955), “D. João VI e o início da classe dirigente no Brasil” (1968), “A grande Semana de Arte Moderna” (1976) e “Entradas e bandeiras” (1986). Colecionador de obras raras e primeiras edições, Yan formou uma das maiores coleções particulares da época, sua famosa brasiliana, que reúne obras sobre a história do Brasil. Em 1962, sua brasiliana foi vendida para a Universidade de São Paulo, constituindo o núcleo inicial dos acervos do IEB.

Fundo / Coleção Yan de Almeida Prado
Catálogo disponível para consulta do arquivo aqui e da biblioteca aqui.

Presente também nos fundos e coleções:
Alfredo Ellis Jr. (Biblioteca), Anita Malfatti (Arquivo), Antonio Candido (Arquivo), Aracy Abreu Amaral (Arquivo), Caio Prado Júnior (Arquivo, Biblioteca e Coleção de Artes Visuais), Camargo Guarnieri (Coleção de Artes Visuais), Carlos Alberto Passos (Arquivo), Coleção Geral (Biblioteca), Ernani Silva Bruno (Biblioteca), Fundo IEB (Arquivo), Hélio Lopes (Biblioteca), José Honório Rodrigues (Biblioteca), Mário de Andrade (Arquivo, Biblioteca e Coleção de Artes Visuais), Marta Rossetti Batista (Arquivo e Coleção de Artes Visuais), Martha e Érico Stickel (Biblioteca e Coleção de Artes Visuais) e Raul de Andrada e Silva (Biblioteca).

Se interessou e gostaria de saber mais?
Leia também a comunicação “Duas Edições Raras da Coleção Ian de Almeida Prado – I.E.B.”, por R. E. Horch publicado no primeiro número da Revista do IEB, disponível aqui.

Aracy de Carvalho Guimarães Rosa
Rio Negro – PR, nasceu em 05/12/1908

Atuou de maneira significativa durante a Segunda Guerra Mundial quando, ao ocupar posto no Consulado Brasileiro em Hamburgo, auxiliou na fuga de diversos judeus, fornecendo passaportes em segredo e concedendo vistos para o ingresso no Brasil. Foi nesse mesmo período que conheceu o escritor João Guimarães Rosa, que se tornou seu segundo marido. Companheira do escritor durante o tempo de sua maior produção literária, a ela foi dedicado o romance “Grande sertão: veredas”. Em reconhecimento ao valor de seus atos, o Estado de Israel condecorou-a, dando seu nome a um bosque-memorial em 8 de julho de 1982 e incluindo-a no Yad Vashem. É homenageada também no Museu do Holocausto, em Washington.

Fundo Aracy de Carvalho Guimarães Rosa
Catálogo disponível para consulta aqui.
Coleção Guimarães Rosa (inclui livros que pertenceram a Aracy Guimarães Rosa – identificados pela sigla AGR), disponível para consulta aqui.

Presente também nos fundos e coleções:
Fundo IEB (Arquivo) e João Guimarães Rosa (Arquivo).

Se interessou e gostaria de saber mais?
Escute o episódio 60 do Podcast do IEB “Um convite das receitas ao amor: Aracy Guimarães Rosa e seus manuscritos culinários”, por Tânia Biazioli, disponível aqui. Leia também a documentação “A Correspondência do Fundo Aracy de Carvalho Guimarães Rosa”, por Daniel Reizinger Bonomo publicado na Revista do IEB nº 48, disponível aqui. Os filmes “Outro sertão” de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela e “Esse viver ninguém me tira” de Caco Ciocler contaram com documentos presentes no Arquivo do IEB e trazem referências à vida de Aracy de Carvalho Guimarães Rosa.